
![]() ![]() ![]() Renato Gonçalves ![]() (:_Nith_:) Niver: 13/04 - 24 anos Renato é um louco, apaixonado por todos os tipos de manifestações artisticas: Teatro, Música,Cinema, Literatura, Artes Plasticas, Poesia... Acredita na existencia e influência dos anjos na nossa vida, é ligado em esoterismo, ufologia, mitologia, filosofia, esportes e informatica Não tem as respostas... só sabe as perguntas! De Guarulhos - SP - Brasil
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Melancolia,
alquimia
monotonia
indiferença
e solidão.
Sou feito da terra,
da água, do fogo e do ar.
Sou belo e sou maldito.
Sou uma reza na escuridão.
Sou pouso, sou haste;
"Somos trastes"
Hasteia a bandeira!
Sou a própria cegueira.
Expor o que é,
é deveras difícil.
Sou amor, amizade.
E por que não ?
__ Compreensão.
Sou contradição.
E o que temos de melhor ?
É tanto.
E de pior?
É indescritível, nem me lembro.
Ante a morte eu tremo.
Sou cinza, sou pardo.
Sou cruel, mascarado.
Mestiço...Familiarizado.
Sou hipócrita,
agiota do próprio sentir;
advertir.
Do ridículo escapo por um triz.
Não me culpe...
Minha mente é de tamanha indiferença;
que me complico mais,
quando tento me explicar.
Quero o mar
Quero amar;
girar em torno da curvatura
da redoma similar.
Sou adolescente
Sou contente.
Sou um estranho no espelho,
e me envelheço.
Ah, esquece.
Desse tudo, eu não sou nada.
Quem sabe do mar azul...
Um pingo d'água.
Já me perguntaram uma vez: "__ Renato; por que você escreve tanto?".. não tive resposta, pelo menos não àquela hora (incrível como não conseguimos responder como deveríamos ou poderíamos na hora certa em que as coisas acontecem).. depois pensando , também acabei por me perguntar meus motivos...
Escrevo;
Pra afastar o que me coroe...
Pra me levar da realidade,
Dando – me o compasso da fantasia.
Quero elevar a minha alma,
Girar em torno da curvatura
Da redoma similar...
E depois voltar.
Escrevo;
Pra lembrar e poder chorar
Toda essa angustia.
Essa face sedenta,
Que grita no vago estreito do vale
Precisa sentir, depois tocar;
Amar decepcionar-se e depois morrer.
Só o que restou foi saudades,
Um sentimento vazio e confuso,
De quando eu vivia.
Porque devemos nos arrepender dos nossos atos?
Ou da ausência deles ?
Quero o mundo que é tão belo
Nos meus desejos...
E não poderia...
Então escrevo,
Pra viajar pra tão longe e tão perto,
Quanto minha mente cansada possa ir.
Escrevo;
E estas palavras me privam do sono.
Escrevo;
E este mal talvez nunca acabe.