
![]() ![]() ![]() Renato Gonçalves ![]() (:_Nith_:) Niver: 13/04 - 24 anos Renato é um louco, apaixonado por todos os tipos de manifestações artisticas: Teatro, Música,Cinema, Literatura, Artes Plasticas, Poesia... Acredita na existencia e influência dos anjos na nossa vida, é ligado em esoterismo, ufologia, mitologia, filosofia, esportes e informatica Não tem as respostas... só sabe as perguntas! De Guarulhos - SP - Brasil
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Cai a noite fria,
Após uma tarde molhada e solitária.
Ao olhar as luzes da cidade,
Percebo quanto vazio há nessas vidas,
Trancadas ao cotidiano monótono do mundo.
Vive-se apenas por viver,
E às vezes nem se vive...
Envelhece.
Pergunto-me:
Quantos nascem nesse momento?
Quantos morrem? E quantos outros são feitos?
Quantos sentem dores?
E quantos se aliviam?
Quantos choram?
E quantos se alegram?
Quantos vivem?
E quantos apenas envelhecem?
E o que mais me intriga...
Quantas mentes pensam como eu?
Queria poder ser um Deus!
Para matar a curiosidade do próprio homem.
Mas quantos me amam?
E será que alguém pensa em mim agora?
Volto a olhar o céu,
De um breu profundo e sem estrelas.
Donde posso ver todas as luzes da cidade.
Logo será madrugada;
Algumas luzes se apagam.
Os mais apressados já se deitam;
E cumprem o ciclo de mais um dia,
Sem expectativas,
E nem sequer percebem.
Resta-me apenas a lua,
E espero vazio de esperanças,
Que ela sobressaia soberana por entre as nuvens;
Na tentativa vã de uma resposta...
A resposta não veio.
Mas será que alguém percebeu?
Antes de ser eu mesmo,
Eu sou você...
E você para todo o sempre será eu;
E nós dois seremos um só...Eternamente.
Quando o destino trouxe-me a este mundo insano,
A primeira imagem que vi foi a de um anjo.
Cresci sendo embalado por mãos de fada;
E ninado por um querubim.
Quando então entre a árvore dos nossos sonhos,
Eu me perdi,
E tive medo...
Você tomou minhas mãos
para fugirmos além do mar, se quisessemos.
Ah!Minha mãe! Peço-te.
Consola-me e me abençoa com sua voz angelical.
Ensina-me a ser corajoso,
E me explica que as trevas se dissiparão;
E o Sol ressurgirá.
Quando me ferir o inimigo com aço de febre inglória;
Ajuda-me; diga-me que tudo ficará bem no final.
Quando tombos levar nesta vida mesquinha,
Não me deixe cair.
Segura-me e me ampara em teus braços firmes;
E me consola e me abençoa,
Com sua voz angelical.
Prometo superar com mãos de homem,
As barreiras desta vida;
E quando eu fraquejar, e de cansaço vir ao chão...
Consola-me e me abençoa,
Com sua voz angelical.
Incentiva os meus passos;
Alegra-se com as minhas descobertas,
Comemore as minhas conquistas;
E quando eu perder a minha batalha,
Defenda-me e me incentiva,
E tudo ficará bem no final.
Daí mesmo à distância;
Mesmo na ausência,
Entre o silêncio;
E a indiferença...
Tu estarás comigo.
Nem a morte, a bela face;
Ao rebater-me do peito a íris;
Separarão o elo que para sempre nos uniu.
Não temerei o despetalar da rosa.
Pois saberei que tu estarás comigo;
Protegendo-me, me ensinando...
E me amando...
Ah!Minha mãe!Mesmo assim,
Consola-me e me abençoa,
Com sua voz angelical.
Bomba atômica? O que és?
Aterradora? Tenebrosa? Um sinal do apocalipse?
Um arcanjo do mal?
"Uma invenção de um homem louco".
Rosa tonta;
Rosa tonta de Hiroshima.
Pomba rota de efeito total.
Bomba tonta;
Aponta um triste final.
Triste sinal.
Do querer é poder e fazer da ganância;
E soberba o mal.
...Objetos, plantas, construções,
Homens e crianças;
De herança banal.
Mata animais e homens;
Traz desolação;
Medo e angústia...
Arcanjo insigne da paz...
Mata e destrói tudo,
Animal e vegetal;
Matando a vida na terra e a vida no ar...
Mas também mata a guerra;
Onde já houve tantas mortes;
E tanto barulho;
Hoje há uma respeitosa paz;
E um tenebroso silêncio.
"__Hiroshima e Nagasaki; Japão, cidade de Tóquio;
06 de Agosto de 1945, detonada às 08:16 hrs..."".
Ah Deus! Ajuda-me!
Não deixe que por mais perdure;
Este silêncio, e esta amarga solidão.
Não permita que mesmo perante a morte,
Não me abandone a sorte;
E o que me resta de paixão.
Diga tu, pai, a ela.
A esta donzela que sem ela,
Só me resta a escuridão.
O por que deste abandono,
É tão incerto; Mas na vida,
Nada é certo quando passe a se amar.
Mas não! Não me abandone!
Esta indiferença é o puro mal,
Que se consome.
E até que venha,
O que me resta é esperar...
(À um amor antigo; meu primeiro... Luciana Oliveira)
Levanta-te ira, ao padecer arcaico.
Una a minha mágoa o amor tortuoso à alma.
Concedei-me sombras queridas que vindes;
Interceda Fátima ao pó de estrelas, trazendo consigo,
A amada solidão.
Não padeça do coração sua alegria.
Ante meu sombrio entristecer.
"Cantai arcanjo, ao canto do quarto".
Procedei e protegei minha amada querida,
Que chora escondida.
Louvai insana, a graça de mais um dia.
Que reterei na alma ainda.
O desejo eterno de ter comigo,
A musa de encantos infindos.
O passado, no entanto, só se retem na memória.
Lembrança esta que me torna a inexperiência que me custou ser feliz.
Vi toda angústia e todo amor se reter no receio;
E num repente estremecido, te perdi.
Inda agora, a aurora que morreu no horizonte infindo;
Roga poder nascer novamente dentro do peito.
Amando assim de novo, meu melhor desengano...
(Um Canto antigo sobre a morte )
Quando a dor imune alcançar-me o peito
Contra a alma em desespero, não quero ao ser vivente.
O entardecer de uma lágrima;
Nem ao despetalar a rosa ao tintear do vento.
Não padeça do coração esta alegria,
Por meu sombrio pensamento.
Levo ao fechar dos meus olhos, a esperança de viver na morte,
O que não vivi em vida,
Que o olhar do Sol poente, a quem amei em vida;
Prestigie-me com o orvalhar solitário
De seus últimos raios, ao beijar seu amante entristecido;
O mar, ao qual deslizarei em breve as cinzas,
Do meu corpo desnudo da alma.
Quero apenas uma lembrança comigo:
Meus amores, a quem entreguei minha mente em devaneios.
E velei insano ao coração, serpente minha.
Quando eu morrer, que meus amores recebam flores,
E que elas sequem e murchem;
Pois eu também morri.
Quando acordar à febre enlouquecido,
Minhas crenças servirão a imprudência desmedida,
E sentirei a íris úmida;
Ao rebater nos seios um suspiro ávido e estremecido.
És tu...Ó virgem Santa, em seu culto santo.
A perenal poesia de acalanto.
Esperas-me te digo...Eu vou contigo!
Derramai um beijo a esta face minha.
Deitem meu leito solitário ao tapete do mar sangrio.
Que me leve da vida a eternidade,
Para todo o sempre, em seu mistério.
À fronte do penhasco de meus lamentos
Lancem por terra uma cruz em lápide;
No repouso dos esquecidos.
Ó constelação, Ó imensidão arcaica preludida,
Divino céu de esperanças renovadas;
Sombras da cidade, espíritos da montanha.
E minha amada ideologia...
Protejam a minha ida
No cintilar da lua à majestade,
Abra teu véu noite escura,
Deixa despejar-me sua luz opaca,
A minha sepultura.
Há risos descompassados,
Em esperanças desfeitas, mal dadas.
Nunca pensei que pudesse amar alguém
Como eu te amo...
Ah! Tua voz, teu olhar, teu corpo, tua alma...
Dádiva sublime ao infinito.
Mentiras de um falso poeta...
Simples e perdido na multidão.
O que fazer?
Se vivo apenas por uma alma... Renata.
A música toca enquanto a vela
Nos separa da escuridão;
Elevando meus murmúrios as estrelas.
Vivo a vela que se apaga,
Ao chorar sua última lágrima,
E se esvai.
Dentro do peito, um só tormento, vago...
O de não te conhecer... Ainda.
Eu levo a vida como o sábio;
em sua calma sabedoria.
Ou como o poeta;
em sua inconstância sentimental,
mas tão fiel à alma e ao coração
como és fiel a vida.
Lutamos contra a morte;
nossa velha conhecida
e a vencemos em breves batalhas
de uma luta perdida.
E mais tarde, quero viver a morte,
com a mesma incompreensão;
agora esquecida.
Sentir o sabor do amor,
doce flor de tulipa.
Me embriagar na harmonia do vento;
em uma brisa macia.
Sentir o calor do Sol,
que clareia e ilumina;
Ou o frescor da noite,
que a minha fantasia atiça.
Me refrescar na água da fonte,
ao sorrir de alegria.
Me comover com o resto de Sol,
trazido à praia pelas ondas
de uma doce maresia.
Quando nossas almas se encontram...
Há uma canção, uma melodia.
Uma expressão diferente.
Um lugar que nunca vi antes...
Um sentimento vazio e confuso,
E tudo gira ao redor dessa morada.
Dois corpos suados no leito;
À lua dão passagem
E o céu vira festa, pura alegria.
Quando nossas almas se encontram
Nosso desejo desfalece no sonho,
E o sonho se torna real.
Pra que entreter a razão,
Se o gozo da vida esta na fantasia?
Meu corpo cansado perde os sentidos
E adormece.
Quando nossas almas se encontram...
Dedicado aos meus amores, que amei pura e incondicionalmente!
Centelhas de melancolia se abravam ao chão;
Intuição minha ao que foi-se em vão.
Navergar-me-ia em ilusão, até que o passado voltasse...
Tormentos de minha vida então se cessarão.
Intrigas desfeitas, palavras não ditas,
Um olhar não mais perdido na escuridão.
A volta e o recomeço se mostram em minha mente,
Como um clarão.
Duvidosa lira de um apócrifo Platão.
Indigência minha é o que fica,
Lírico, fugaz em paixão.
Vagar é o que resta a fazer,
Se a alma dorme vazia, e logo morrerá sem atenção.
A saudade é o ultimo aperreio que vem,
Revivo o que nunca vivi, a não ser em alucinação.
Antes que o sol se ponha e leve embora a esperança que tenho...
Ultrapasse o céu o amor que me resta,
Já que os olhos marejados não conseguem mais definir suas cores
E ostentarei as lembranças, pra não morrer de paixão.
"Porém a eternidade não é o bastante",
para que sufoque o amor que sinto;
___ Um insigne brasão."
Todos falam,
Mas não ouço;
Nem faço questão de escutar,
Pois não tenho quem quero ouvir...
Então, apenas esperar.
Tantos me olham, sorriem
Por compaixão e gozação
Mas não riu,
Nem faço questão de me alegrar;
Pois meus olhos não contemplam
O entardecer do teu sorriso...
Teu olhar...
...Me mostra a tua alma,
mas não deixa se entregar.
O ego injusto então fica a se gabar.
Todos gesticulam,
Mas não quero entender;
Nem me interessa.
Já não quero me importar.
Então desistir?
Melhor se entregar.
Fim de Festa;
Já cansados e embriagados
Todos voltam;
Todos chegam,
Todos felizes comentam,
Todos se deitam...
E dormem.
Todos choram,
Todos riem;
Todos se calam...
E eu?
Me calo, me deito e morro...
Em minhas magoas.
Ante os abismos escuros,
Entre os cantos e fendas podres,
Cheias de liquens,
Teus olhos reluziram suplicantes
De misericórdia a um mundo
Maldito e pagão.
Quem és tu? Perguntei
___ Que me trazes do artifício a desilusão.
___ Sou filho de Deus e esquecido dos homens,
filho de um sistema falido
que me abandonou por displicência...
Mas eu nada quero seu "Dotô", além de um trocado
Pra alimentar o meu vicio de viver.
Sou filho da Pátria e nela eu hei de morrer.
Ideologia...
Desassossego...
Insônia...
Sua boca...
Seus olhos...
Seu sorriso...
Seu corpo...
... Fantástica fantasia.
... Que me atrai,
me atiça e atiçam
a minha mente.
Conhecimento...
Decepção...
Tristeza...
Amargura...
Desistência...
Ideologia,
Um amor à primeira vista.
Procurei em você,
Tudo o que eu sonhei pra mim.
___ Mera ilusão;
a doce imagem não existia.
Ah, Saudosa inocência.
Convalescia do padecer.
Um amor desnudo a janela
Tenta se resplandecer,
E a inocência que retive?
___ eu não a tenho mais,
eu a perdi...
Universo,
Infindo e cruel .
Vida;
Insensata e indiferente .
Inteligentes ;
Quem sabe um dia .
Eternidade ;
Só no pensar .
Caráter ;
Só no agir .
Amor ;
Só em essência .
Felicidade ;
Só depende de nós .
Morte ;
Só pra quem desistir .
Dedicado especialmente para Bruninha Soares... que me fez publicar aqui este devaneio...
Até agora eu so tenho publicado textos antigos... escombros da minha vida (papéis em uma gaveta)... vivendo de passado como sugeri... Acho que vou começar a escrever sobre meus sonhos...meus sonhos contam historias... com começo , meio e fim... (a menos que alguem me desperte no meio deles)... Mas se quiser escreve-los... tenho que fazer isso quando acordar... (senão os esqueço)...Deus me da a chance de escreve-los, ou então; perde-los...para sempre... Uma questão de escolha! ... Escolha... o principio e o fim da vida.
Mas por enquanto, enquanto essa inspiração divina não vem... vai este:
QUIMERA
Há tempos decidi escrever um verso,
Para esquecer-se no tempo
E com muito contentamento;
Correr o vento,
E perder-se em algum lugar.
Juntei poetas, profanos e profetas,
Numa indagação ao luar.
A dor, a fome e a peste;
Na haste do vendaval.
A beleza do sexo;
E um dia claro no quintal.
A essência do amor;
A claraval.
Não era o bastante,
E juntei a destreza que deveras senti,
E no passado pressenti, um triste sinal.
Tentei desvendar o universo;
Num canto ao clero infernal.
Juntei a onda que beija a praia;
Sua amante final.
Chorei pela morte...
Sangue, enxofre e fogo;
Mas não chorei por mal.
Mas o verso não veio;
E a saudade o aperreio,
Continuou anormal.
E o passado, a triste lembrança;
Fonte de minha ganância
E do ego a rival,
É chamada banal.
Perfeito é o futuro!
E o imperfeito passado,
Só encontra regalo
No toque frio da morte...
O verdadeiro final.
Somos múltiplos;
Somos muitos, diversos.
Mas não somos iguais.
Somos partes dispersas
De uma peça teatral.
De um país desconhecido
De diversidade ancestral.
Cada um carrega consigo diferenças,
Que num contexto completo são de um mesmo igual.
Somos puros,inocentes...
Somos depravados.
Somos tudo, e de mesmo, o nada.
Somos Deuses... Postiços, mestiços.
Somos palavras, gestos, olhares...
Pecados e virtudes, que não exprimem nada,
Até que se chegue ao final.
De cada parte é magnífico ver sua essência
E compreender a sua beleza.
Porém o mais sublime,
Não é apreciar cada peça;
Dessa alquimia abstrata;
Que já é bela.
Mas conseguir apreciar tudo,
Sem mutilar os pedaços.
Somos diferenças de um todo,
Somos diferenças iguais.
Na verdade, somos quem podemos ser,
E nos completamos, e fazemos disso;
O belo... O magistral.
É o céu, o firmamento.
A paz é a guerra.
O abstrato da vida,
Também se completa.
É a própria vida...
Desigual.
Na noite fria,
o velho diário sobre a mesa,
marcado pelo tempo.
O nanquim...
Folhas brancas,
um desejo inconsciente.
O absurdo
O inescrevível.
Um copo quase vazio,
o último gole...
O último delírio.
Um resto de paixão.
A geladeira que regouga gorda e solitária;
o relógio que não nos deixa esquecer o tempo.
No mais...
O vazio que consome a alma,
e a lágrima que respinga a carta.
Olho as estrelas à procura do verso
que alivie o ego;
mas o céu o esconde,
aterra a Terra sem paz.
Nova garrafa,
novos goles,
outros delírios,
o mesmo resto de paixão.
Uma quimera
monotonia
melancolia
Solidão.
No mais...
A vida que se esvai,
pelas frestas da janela.
Um sonho,
Um vão...
Nada.
A noite chega;
Na soberania da lua.
O frio se perde;
Em cada abraço.
E a vida passa;
Em cada brisa.
Nossas lembranças vêm e se esquecem,
Na harmonia da lira...
A gaita Cowtry que soa melodiosa,
À luz das estrelas majestosas e sós...
Na imensidão do seu véu.
Os olhos ao porto;
No pôr-do-sol dourado,
À procura do passado
Perdido no porto;
E esquecido no mar.
Em sonhos, descobrimos a sereia;
Que no horizonte; rochedo, se aconchega.
E eis que nos comove
vê-la ir embora.
Em cada porto um amor;
Uma linda história;
Em lugar nenhum;
A nossas vidas,
Nosso passado.
...No crepúsculo do dia,
Os olhos no horizonte se perdem,
nas trevas da noite;
no céu se esquecem.
E eis que sonham (Os marinheiros)...
Certa vez, passeando por uma praça, percebi um jovem rapaz, sentado em um dos bancos, que ao me ver, encantou-se com minha farda, a ponto de fazer-me ver seus olhos brilharem o reflexo do meu brasão.
Trabalhava como engraxate à beira da praça e por toda a extensão da rua principal, se levantou apressado e logo indagou em alta e esganiçada voz:
__ Vai Graxa? __ minhas botas brilhavam, mas sorri e aceitei o seu pedido.
Sentei-me no banco, enquanto o jovem rapaz abria apressado sua surrada caixa; sem pressa segui a espiar as árvores e as pessoas que passavam, belas e casuais a minha frente. Estava um calor infernal, que me fazia transpirar por todos os poros, logo percebi que o jovem rapaz não tirava os olhos do uniforme do segundo batalhão da artilharia militar, que eu trajava; incomodado e curioso, perguntei o por que; ele entusiasmado, disse-me que o seu sonho era entrar para a escola militar, usar trajes imponentes, aprender coisas novas, servir a sua pátria, guerrilhar em um país distante, virar herói e encantar as garotas; tudo o que ele e muitos outros de seus amigos sonhavam ser.
Juntava dinheiro, já há algum tempo, para pagar o curso preparatório da escola militar; era um garoto pobre e muito humilde, sua família não tinha quase como se manter, mas ele fazia questão de guardar os centavos que lhe sobravam deste dinheiro para poder realizar o seu sonho.
Ao ouvi-lo pensei em tentar fazê-lo desistir de tal idéia, dizer que o militarismo não é nada disso... Mas preferi ficar calado, que direitos tenho eu, de estragar os sonhos de uma criança, que trabalha de sol a sol sem descansar para realizar um sonho que tinha, sem nem ao menos saber porque.
Deixei então de prestar atenção no menino e voltei a prestar atenção nas árvores e nas pessoas que passavam... Certamente elas também têm seus sonhos, talvez absurdos e impossíveis, diferentes em essência, mas todos com o mesmo objetivo:
__ Conquistá-lo.
Mudam-se os barcos, os passageiros, as velas e até mesmo o velho Nilo, mas continuamos do mesmo jeito...
... Remando contra a maré.
ADRIANA... lê , toma para si...
Se você estiver apaixonado por alguém que não te ama...seja gentil consigo mesmo. Não há nada de errado com você... O amor apenas não escolheu repousar naquele coração. Se você encontrar alguém apaixonado por você e você não o amar... sinta-se honrado pelo amor que veio bater a sua porta ...mas recuse gentilmente o presente que você recebeu. Não se vanglorie...não cause dor. O modo como você trata o amor é o mesmo modo como você se trata...e nosso coração sente as mesmas dores e alegrias...mesmo que nossas vidas percorram caminhos diferentes. Se você se apaixonar por alguém e esse alguém for apaixonado por você...e mais que de repente o amor desapareça...não tente reclamá-lo ou até mesmo amaldiçoa-lo. Deixe pra lá. Sempre há uma razão para isso e você vai encontrar uma hora. Lembre-se que você não escolhe o amor... ele te escolhe. Tudo o que você realmente pode fazer é aceitá-lo com todos os seus mistérios quando ele aparecer na sua vida. Sinta o modo como ele extravasa seu ser... então entenda e o devolva. Devolva para aquela pessoa que o fez brotar em você. Devolva aos outros que são pobres de espírito. Devolva ao mundo que te rodeia...da melhor forma que puder. Há muitas maneiras de um amor dar errado. Ficando muito tempo sem amar...as pessoas compreendem que o amor é apenas uma necessidade. Elas vêem seus corações como um lugar vazio que será preenchido... e elas começam a procurar o amor como se fosse algo que floresce para elas antes de partir delas (o que é errado). A primeira fagulha de um novo amor é um extravasamento de perfeição...mas quando isso esfria...elas revertem isso como a necessidade de amar. Elas cessam de serem pessoas geram amor e se tornam pessoas que procuram o amor. Elas esquecem que o segredo do amor é como um presente...um dom...e que ele pode crescer apenas aumentando sua vontade de doar... Lembre-se disto e mantenha-o em seu coração. O amor tem seu próprio tempo...sua própria estação. Você não pode coibi-lo...dexá-lo passar despercebido...ou racionalizá-lo. Você pode somente encará-lo como algo que vem ao seu encontro e que você deve retorná-lo quando ele quiser ir. Mas se você escolher deixá-lo ir de seu coração ou do seu amor...não há nada que você possa fazer ou dizer. O amor sempre será um mistério. Fique feliz quando ele vier para pousar em sua vida.
Em breves momentos de solidão e angustia;
refugio-me em minh'alma, criando assim uma prisão,
em um desejo inconsciente, do qual sou seu único merecedor.
Meu pensamento se afasta;
enquanto uma lágrima percorre minha face;
e acabo adormecendo, tomado por um vasto de escuridão profunda...
Tão profunda e incompreensível como minha mente.
Deliro;
e em pesadelos me encontro diante de uma infinita escada.
E estes degraus, onde me levariam?
Para cima? Para baixo? A uma porta? Ao sótão?
Aos nove círculos do inferno? A ilha do purgatório?
A um corredor estreito e tenebroso onde só encontrarei lamúrias e
lamentações... Daqueles que criaram sua própria prisão ao amar...?
Amar como eu?
E mais adiante, só falta a morte chegar;
talvez já me observe das trevas desse corredor agora,
sem desconfiar que já morri;
quando o que fui e o que fiz morreu, debruçado em meus versos.
__ Insensatez.
Sinto que a velhice me atinge,
em um breve momento diante do espelho das minhas mágoas,
e me entristeço.
Sinto a brisa acariciar o meu rosto como que em despedida.
Queria voltar aos prazeres de criança;
queria amar a vida;
queria viver inconstantemente a cada instante.
Queria... Apenas queria.
Deparo-me com um sábio ancião sentado, ao pé da escada,
fonte de minhas dúvidas.
Seria ele conhecedor de seus segredos?
E a escada e seus degraus? Me mostrariam os anjos no céu?
De fato não saberei, volto de repente à realidade,
fugindo da fantasia.
Liberto-me das trevas dos meus sonhos
e me encontro com as trevas da realidade;
e ignoro (a fantasia),
Como se nunca tivesse estado lá.
Certa vez, passeando por uma praça, percebi um jovem rapaz, sentado em um dos bancos, que ao me ver, encantou-se com minha farda, a ponto de fazer-me ver seus olhos brilharem o reflexo do meu brasão.
Trabalhava como engraxate à beira da praça e por toda a extensão da rua principal, se levantou apressado e logo indagou em alta e esganiçada voz:
__ Vai Graxa? __ minhas botas brilhavam, mas sorri e aceitei o seu pedido.
Sentei-me no banco, enquanto o jovem rapaz abria apressado sua surrada caixa; sem pressa segui a espiar as árvores e as pessoas que passavam, belas e casuais a minha frente. Estava um calor infernal, que me fazia transpirar por todos os poros, logo percebi que o jovem rapaz não tirava os olhos do uniforme do segundo batalhão da artilharia militar, que eu trajava; incomodado e curioso, perguntei o por que; ele entusiasmado, disse-me que o seu sonho era entrar para a escola militar, usar trajes imponentes, aprender coisas novas, servir a sua pátria, guerrilhar em um país distante, virar herói e encantar as garotas; tudo o que ele e muitos outros de seus amigos sonhavam ser.
Juntava dinheiro, já há algum tempo, para pagar o curso preparatório da escola militar; era um garoto pobre e muito humilde, sua família não tinha quase como se manter, mas ele fazia questão de guardar os centavos que lhe sobravam deste dinheiro para poder realizar o seu sonho.
Ao ouvi-lo pensei em tentar fazê-lo desistir de tal idéia, dizer que o militarismo não é nada disso... Mas preferi ficar calado, que direitos tenho eu, de estragar os sonhos de uma criança, que trabalha de sol a sol sem descansar para realizar um sonho que tinha, sem nem ao menos saber porque.
Deixei então de prestar atenção no menino e voltei a prestar atenção nas árvores e nas pessoas que passavam... Certamente elas também têm seus sonhos, talvez absurdos e impossíveis, diferentes em essência, mas todos com o mesmo objetivo:
__ Conquistá-lo.
Mudam-se os barcos, os passageiros, as velas e até mesmo o velho Nilo, mas continuamos do mesmo jeito...
... Remando contra a maré.