
![]() ![]() ![]() Renato Gonçalves ![]() (:_Nith_:) Niver: 13/04 - 24 anos Renato é um louco, apaixonado por todos os tipos de manifestações artisticas: Teatro, Música,Cinema, Literatura, Artes Plasticas, Poesia... Acredita na existencia e influência dos anjos na nossa vida, é ligado em esoterismo, ufologia, mitologia, filosofia, esportes e informatica Não tem as respostas... só sabe as perguntas! De Guarulhos - SP - Brasil
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Deixa;
deixe que o beijo se consuma.
Em sua espuma.
Deixa que por um momento.
A ilus
ão se torne realidadeE termine o que nunca come
çou...Ah, e se junto a esse beijo seu amor me desse,
Atenderia minhas preces. Bela dos encantos meus.
Tu que s
ó tem me mostrado a morte; troque por mim de sorte, antes que eu morra de solidão.Beija mais... Que Pedido doce...
Que ensejo forte
... O teu beijo me incendeia mais...
e sempre mais.
Como se loucura fosse.
Me beija mais e sempre mais... e aperta tu,
Seus braços contra meu corpo,
Sem deixar-me fugir de esta prisão
Em que quero eu morrer.
Faça-me afogar e sufocar cada vez mais
Em seus beijos... Seus abraços, suas caricias...
Faça-me esquecer o chão e a solidão dos que amam calados
Faça-me Ter a mesma sensação de liberdade que antes senti...
...quando fomos felizes...
Sempre.
Unhas compridas em mãos de violonista...
Trêmulas, ansiosas...
À procura do acorde perfeito
para meu blues de lamentos.
Desapontado;
não tiro de um dedilhado triste da cabeça e das mãos
... Constante...
... Tão constante quanto seu nome em torno de minh’alma.
... Latejante e repetitivo
...Tanto meus sons, quanto meus sentimentos.
Em casa, dentro do meu guarda-roupas, tenho uma caixa grande onde eu guardo algumas lembranças. É um bauzinho de memórias boas que sempre abro, folheio e releio seus conteúdos quando estou muito triste, confuso ou ansioso, fiz isso mais vezes do que gostaria durante esse ano. A caixa é como uma válvula de escape, que me lembra que existem pessoas no mundo que me consideram e que gostam de mim e que mesmo que em algumas horas não pareça, elas estão comigo e torcem por mim. Lembrando que o mundo é uma viagem que vale a pena ser vivida... (desde que se tenham pessoas tão maravilhosas ao seu redor).
A caixa é sempre um passeio novo; uma porção de sensações diferentes que me tomam o coração e a memória, me fazem sorrir e marejar os olhos, renovar a alegria, a coragem e restauras as esperanças.
À vida, às lembranças e as pessoas maravilhosas da minha vida é para quem eu peço sempre a Deus proteção e sabedoria.
Num canto, recanto escondido até mil e quinhentos;
Vi Fátima, ao pó de estrelas, cansada;
Estender serena e calma, suas alvas mãos;
Derramar a sua magia.
Um anjo moreno, violento e bom,
___ Brasileiro.
Bradou: ___ Vai Brasil, ser anfitrião e comoção;
De um povo varonil.
... Encantos mil...
Então a massa miscigenada desembarcou e desterrou
Um canto ao ilustre que Cabral pariu...
De fato este salão de misturados parece o Brasil...
Tão Brasil...
Diversidade pacifica...
Bate cabeça no terreiro de candomblé...
Iemanjá, Oxalá...
Reza um verso do Padre Nosso,
Um ponto de candomblé,
Depois desiste.
"Virgem Maria e São José"
Ai meu Padim Pade Ciço!
___ Quem és tu?
___ Eu sou o Fio da Virge Maria!
___ Valei-me meu Zizus!
"Deus é Brasileiro"
É tanta seca, tanta fome, miséria.
Ta tudo seco...
... Seco na Vida e seco na morte.
... É tanta Guerra...
Guerra por comida... Por terra...
... Senhor capitão!
A diversidade vem fumaçando da cozinha.
Carne de bode seca!
Grandes nacos de carne no espeto.
São Quindins, Broa de milho, Baba de moça,
Quero-Quero, Mugunzá, Quartos de Rapadura
e litros de farinha.
As Negras da ladeira do mercado,
Preparam ainda viçosas, o acarajé, o Vatapá...
É chimarrão, Caipirinha e cachaça pra Painho Quincas,
molha a garganta.
Ah, meu Brasil de miséria...
Minha amada miséria.
Te amo por que te tenho...
Matilhas de crianças sujas
Brincam no meio da rua.
Por entre os barracos;
Tão pobres, tão sofridos.
Mas tão unidos... São tão brasileiros.
Meu Brasil...
Que precisa trabalhar (e trabalha)
Na mais cruel labuta...
E não para.
Suor marcado...
Suor angustioso e louvado.
Seu semblante é um mistério.
Sua pele tem um tom pardo
Faces robustas, sofridas, retorcidas
Pela dor do jogo
E pela dor da conquista da vida.
... Amarelos, mulatos...
"Escravos da Pátria"
Esboçam ainda timidamente, um sorriso
de certo selvagem e belo.
Matuto, Caboclo...
Genuína Contradição de virtudes
E pecados que se completam.
O país do Carnaval,
Do frevo do Samba.
Todos os ritmos:
Axé, Pop... Rock...
Chachado, Maxixe.
... Do gingado travesso da mulata
Que rebola, que rebola...
Canta e encanta...
Corpos suados no salão...
Corpos suados na cama...
Tão sensual, tão Brasil...
Que mistura, Fantasia.
... Anistia, Alquimia.
... O belo, o magistral.
Que acolheu na sua graça
O verde da sua flora.
Ah, Amazônia...
Bembelelém, viva Belém!
Meu Quixadá... Ressequido.
Meus Pampas.
"Simbora ao São Paulo,
que na seca não quero morre."
Recife de D. Tereza...
Recife morto, recife bom,
Recife Brasileiro.
... Brasileiramento
Brasileiro.
É fogo em Santo Antonio!
Não! É em são José!
"___ fogo Morto?".
... É dor...
Persistência, vontade...
Amanhã...
"Tem pernas estúpidas...
A cara também parece uma perna,
...Perna estúpida."
Lirismo comedido, estou farto...
... Mas o amo.
Brasil...
Mestiço,
recíproco
Convalente
Displicente...
Explicito
Violado
Violento
Matuto.
Caboclo...
... da gente.
Todas as cores,
Todos os rostos;
Todos os versos...
Todas as dores...
... (perversas)
Todas as alegrias...
... (são muitas)
Todas as rezas.
... (diversas)
É múltiplo!
Diverso!
... Um povo que dorme com frio,
e ainda consegue sonhar,
e perdeu o medo da vida;
quando aprendeu a lutar.
Quem chega chorando,
Partirá sorrindo
E seu cobertor de estrelas oriundas;
Cobrirá a sua mente de saudades...
Me perdoe Bandeira.
___ Mas também quero sonhar...
De surto vou, da realidade ao delírio;
Na incompreensão do céu e da terra, me intrigo.
Faço dos meus sonhos realidade; e da realidade, poesia.
E na índole da consciência perdida,
Jogo a esmo as minhas virtudes...
Agora vãs.
E assim esquecido, fantasio,
Ao pé de um rio existente, somente nas minhas alucinações.
____Momentos de loucura.
____Fui menino sem juízo,
E hoje estou encarcerado em minha sina,
Mas fazer o que se a minha alma não vive mais?
Quando reneguei as minhas vontades...
Os meus sonhos...O meu ser?
Hoje me arrependo apenas do que não fiz,
Coisa pela qual me arrependerei eternamente.
Admiro-me pelo brilho da lua;
E me arrependo de nunca tê-lo notado;
Esta tal que nos encanta e nos enfeitiça,
Que acoita com cumplicidade os amantes não compreendidos.
Esta, palco constante da minha indiferença.
____Invejo a sua soberania.
Porém não me escutas!
Se me escutas por que és tão calada?
E me deixa aqui...Penando só?
Logo a aurora virá;
E o dia claro a levará embora.
E me entristeço;
E a tua beleza almejo,
Enquanto uma lágrima escorre dos meus olhos,
E a minha alma vira pó.
Eternizo em minha mente;
O ósculo melado e voluptuoso,
Que tanto vivi em alucinações;
E almejei em teus lábios deixar repousar.
Como que num ébrio rompante de realidade;
Sigo a indagar a vida e seus conceitos;
Dou ênfase à magia, e a vejo lá,
No topo do monte a me esperar.
No entanto, não busco a fantasia,
E não quero ser conhecedor dos mistérios da alma;
Ela vem a mim; como vêm os meus versos.
Porém, necessito da sua companhia;
E eu nada seria sem ela.
Sinto um amargo no peito e o vejo contra minh’alma apertar,
E tenho medo,
Não da morte a vir me buscar;
Mas da vida e da realidade a me levar.